sábado, 2 de abril de 2011

Eu amo você.

Suas passadas já não estam firmes, e seus olhos enxergam através de uma neblina densa que sua mente se encarregou de formar. Tem dificuldade de mantê-los abertos. Sua respiração pesada já não supri sua necessidade de ar. Seus pulmões são esmagados pelas estocadas fortes que são dadas em seu peito, ele apanha, mas a dor física não vem talvez por já não ter espaço pra ela. Culpado,"órgão maldito".
Caído no chão se encontra o homem sorrindo, entre seus dedos a seda enrolada, a fuga mais fácil para seus problemas. A leva até a boca, uma prensada e o mundo se torna cor de rosa, seu amor ainda não foi embora e nele... nele não existe mais confusão.